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Existe uma oclusão ideal?

Uma Oclusão Ideal deve apresentar uma Desoclusão ideal. A guia nos movimentos mandibulares que ocorrem com o contato dentário deve ser realizada pelos dentes anteriores. Os dentes posteriores devem desocluir quase instantaneamente aos movimentos protusivos ou laterais da mandíbula sob pena, se não o fizerem, de permitir a atividade exagerada, incoordenada e incontrolada da musculatura, principalmente a elevatória. A saúde da Articulação Têmporo-Mandibular, que é determinante para a suavidade dos movimentos mandibulares, é também dependente de um sistema de desoclusão que não permita a sobrecarga muscular. Localizar os côndilos dentro das respectivas fossas mandibulares, determinando um Eixo Terminal de Rotação da Mandíbula, e prover desoclusão são condições primordiais quando se deseja reabilitar um sistema oclusal.

Há mais de um século, a odontologia tenta definir o que seria uma oclusão ideal. Nos anos 50 do século passado, dois pesquisadores foram fundamentais para definição atual: Ulf Posselt e Angelo D´Amico. O primeiro demonstrou a maneira como ocorre o movimento mandibular e o segundo demonstrou como ocorre a desoclusão e o papel dos dentes anteriores, principalmente do canino, neste processo. Mesmo havendo controvérsias a respeito da posição ideal dos côndilos nas respectivas fossas mandibulares e a respeito da melhor maneira de obter esta posição clinicamente, podemos afirmar que numa oclusão ideal todos os componentes biomecânicos trabalham em equilíbrio, com o mínimo esforço necessário e com o mínimo de desgaste para o sistema oclusal. Com o uso, evolui de forma a não gerar patologias. Trata-se de um sistema biomecânico submisso a um sistema neural complexo que também deverá estar em equilíbrio.

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